<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766</id><updated>2012-02-16T16:51:55.603-08:00</updated><title type='text'>mal-estar</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-6746144910548907876</id><published>2007-09-13T04:27:00.000-07:00</published><updated>2007-09-13T05:41:38.790-07:00</updated><title type='text'>Rosh Hashaná</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt; Estrangeiro (e estranho) é quem afirma seu próprio ser no mundo que o cerca. Assim, dá sentido ao mundo, e de certa maneira o domina. Mas o domina tragicamente: não se integra. O cedro é estrangeiro no meu parque. Eu sou estrangeiro na França. O homem é estrangeiro no mundo. (Vilém Flusser) &lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laços de sangue não garantem compreensão. Nada garante compreensão. Minha família paterna, com raras exceções, é uma farsa. Não sei em que momento eles se tornaram completos desconhecidos, seres desprezíveis e desprovidos de significado. Meros significantes arbitrários, peças descartáveis, descoladas de sentido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um casamento fracassado mantém as aparências e se legitima em fotos de viagens à Europa e na escritura de uma suntuosa casa de campo para os fins de semana. A tevê da sala é cada vez maior, a ponto de deformar as feições do William Bonner. Minha tia, psicanalista famosa de rosto envelhecido pelas plásticas, descobre que me casei e deposita dois cheques de pacientes no bolso da minha calça jeans. Agradeço sem olhar o valor. É um cala-boca inútil. Não há o que calar: em ambientes hostis minha voz já não sai. Faço meu prato, vou para varanda e me isolo em frente à Lagoa Rodrigo de Freitas. Do lado de dentro da casa, uma bandeja cai e dois copos se estilhaçam. O guaraná diet mancha o tapete comprado num leilão de Nova York. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, havia o Kilt, o cachorro de latido estridente que perseguia todos os convidados. Meus tios se recusavam a prendê-lo. E me prendiam na varanda. Mas o Kilt morreu num acidente de elevador. Hoje não há mais desculpa. E eu continuo presa na varanda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-6746144910548907876?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/6746144910548907876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=6746144910548907876' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/6746144910548907876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/6746144910548907876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/09/rosh-hashan.html' title='Rosh Hashaná'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-3398738369129762037</id><published>2007-09-03T06:19:00.000-07:00</published><updated>2007-09-03T06:51:15.154-07:00</updated><title type='text'>Casamentos, mortes e ímãs de geladeira</title><content type='html'>Amigo Stephen, amiga Persona,&lt;br /&gt;um trator passou por cima de mim neste fim de semana. Estava eu estragando as articulações do meu joelho na areia pedregosa e caquética (cheia de cacos de vidro) da praia de Copacabana, quando um daqueles veículos me acertou em cheio. Fiquei estatelada no chão, imóvel, ensanqüentada, olhos esbugalhados de morto. Uns curiosos me cercaram para ver o meu estado. Mas ninguém me salvou. Salvar é o verbo dos ingênuos. Não há salvação. Ao recobrar a consciência, com o corpo todo triturado, havia esquecido meu nome e minha origem, e só conseguia falar em jogos de toalha, jogos de travesssa e jogos de lençóis. Tudo são jogos, meus caros conterrâneos. Meu universo semântico se afunila. Falei a palavra casamento cerca de 13 vezes na sexta, 42 no sábado e 67 no domingo. Saudei pessoas, vi alianças. Ouvi sermões católicos, torci pela liturgia judaica, desobedeci às exigências de um padre, espirrei compulsivamente ao ouvir todos à minha volta entoando um pai-nosso. O catolicismo me pareceu clichê, coisa de novela das seis. Um padre tem para mim a credibilidade de um policial militar. Entre uma cerimônia e outra, conversei sobre amenidades, conversei sobre ímãs de geladeira. Vocês já conversaram sobre ímãs de geladeira? Pois eu já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ontem, antes de dormir, senti a angústia da morte pela primeira vez e comecei a chorar. Somos vaidosos, egóicos, narcisistas. Nos julgamos imortais. Sabe, é tudo inútil. Vamos morrer. Enquanto eu via uma foto qualquer, descobri que vou morrer. Ontem eu descobri que a morte também me levará. Algum dia, não estarei aqui para contar. Amigo Stephen, eu morrerei. Amiga Persona, eu morrerei. Vamos morrer. Cada um vai pra um lado. Ninguém vai pra lugar nenhum. Tudo vai se acabar. Estou falando sério. Acreditem em mim. Acreditem na morte. Ontem eu descobri a morte. E caí no abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-3398738369129762037?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/3398738369129762037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=3398738369129762037' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/3398738369129762037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/3398738369129762037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/09/casamentos-mortes-e-ms-de-geladeira.html' title='Casamentos, mortes e ímãs de geladeira'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-6942462803008457334</id><published>2007-09-01T09:45:00.000-07:00</published><updated>2010-03-12T11:57:33.658-08:00</updated><title type='text'>Só para constar</title><content type='html'>Meus caros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Persona tem andado com sérios problemas. Depois de ter ouvido de sua analista que tem compulsão pela dúvida, em vez de tentar minimizar a constatação, só tem colaborado para aumentá-la. Como se não bastasse, parece que anda tendo problemas de identidade. Ste(l)phen, li toda a sua carta para a Luciana como se eu fosse Luciana Gonzaga de Sá. Ainda pensei: “Como posso ser a amiga tijucana de Ste(l)phen se não moro nem nunca morei na Tijuca?”. Além disso, ainda pensei em admoestá-lo novamente com aquele papo de que nunca me (ou)viu, então, não sabe que sexo tenho. Perdoe-me por internalizar por alguns segundos sua identidade, Luciana. Não, não tenho por que pedir desculpas, afinal, não podemos esquecer sua longínqua quota de responsabilidade nesse meu lapso momentâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana, não diga que “a Tijuca é um imenso grill” sem nunca ter estado em Bangu ou em Realengo. Seu parâmetro é Copacabana, Luciana, uma grande injustiça com a Tijuca. Tenho uma prima tijucana que só não se muda para Copacabana porque a mãe não gosta. Essa minha prima já passa dos 50 e mora apenas com a mãe. Nunca se casou. Talvez ela se mude quando a mãe morrer; ou não, sempre há espaço para a culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprar varais não é tão ruim assim, Luciana. Pior é usá-los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-6942462803008457334?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/6942462803008457334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=6942462803008457334' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/6942462803008457334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/6942462803008457334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/09/meus-caros-persona-tem-andado-com-srios.html' title='Só para constar'/><author><name>Persona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00728556183767361398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-2856337291810559770</id><published>2007-08-28T08:39:00.000-07:00</published><updated>2007-08-28T09:18:12.429-07:00</updated><title type='text'>A epistemologia dos varais</title><content type='html'>Stephen,&lt;br /&gt;em primeiro lugar, o verão já chegou à Tijuca. Dia desses, um termômetro da avenida Maracanã registrava 36 graus. Em Copacabana, fazia 27 graus. A Tijuca é pura brasa. Conheço pessoas que já fritaram ovos no asfalto da Conde de Bonfim. A Tijuca é um imenso grill, Stephen. Já experimentou deitar no chão da Barão de Mesquita ao meio-dia? Faça a experiência, Stephen. Pare o trânsito da Barão de Mesquita. Tire toda a roupa e se estatele no asfalto vulcânico da sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem comprei dois varais na Casa e Vídeo. Sabe, Stephen, nunca imaginei que chegaria o dia em que seria necessário comprar varais. "Moço, me vê um varal" sempre foi uma frase impensável para mim. Eu acreditava que varais se multiplicassem por abiogênese. Jamais poderia imaginar que o varal fosse uma preocupação humana, uma necessidade, uma questão. Quando criança, ao idealizar meu futuro, não cheguei a incluir nele a compra de varais. Varais são figurantes da vida, verdadeiros escravos acorrentados em sua insignificância. Nada pior do que ser digno de deboche. Um varal merece meu deboche. Eu debocho de varais. Varais são risíveis, patéticos. Você já comprou varais? Pois eu sim. Eu comprei varais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-2856337291810559770?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/2856337291810559770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=2856337291810559770' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/2856337291810559770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/2856337291810559770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/epistemologia-dos-varais.html' title='A epistemologia dos varais'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-3649174859173971059</id><published>2007-08-26T13:44:00.000-07:00</published><updated>2007-08-26T19:05:25.465-07:00</updated><title type='text'>Um novo passo e uma escada de aço</title><content type='html'>Stephen,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou sem palavras. No lugar delas, as forças da objetividade. Gostaria de sair intacta disso tudo. Não queria me deixar contaminar pela praticidade e a burocracia. Será possível? O que vai ser de mim? Em dois dias fui a dois cartórios. Ontem passei a tarde no Ponto Frio do Barrashopping. Não há dia em que eu não fale em eletrodomésticos, a maioria dos quais eu não sei nem ligar na tomada. Nunca fui apresentada à máquina de lavar roupa. O ferro funciona com água ou sem, afinal? E, cá entre nós, o que é "frost free"? Terá a torradeira uma função secreta além de torrar pão? Preciso ir ao google descobrir como se faz feijão. Não sei se já te disse, Stephen, mas o feijão é um dos pilares da minha existência. O feijão é meu chão. O que seria de mim sem feijão? Na sexta-feira compramos uma escada na Casa e Vídeo da Conde de Bonfim. Já passava das 20h e a rua estava deserta. A Tijuca se recolhe cedo. Caminhamos com uma escada de aço nas mãos. A de alumínio. bem mais leve, era 20 reais mais cara. No dia seguinte, compramos latas de tinta. Agora, eu digo coisas como: "Me vê uma lata de palha, toque de seda, 18 litros. E aguarraz, por favor." Aguarraz. Eu poderia morrer sem isso. Não sei o que é, não sei como se escreve e não vou procurar no Houaiss. Confiarei na minha intuição: Aguarraz não tem no Houaiss. Bela forma de se começar um poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há espelho quebrado, porta fora de esquadro, novas cláusulas no contrato. Prato, preciso comprar prato. Pra-prato. Como fugir da cacofonia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue escrevendo, Stephen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações domicilares,&lt;br /&gt;Luciana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-3649174859173971059?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/3649174859173971059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=3649174859173971059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/3649174859173971059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/3649174859173971059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/um-novo-passo-e-uma-escada-de-ao.html' title='Um novo passo e uma escada de aço'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-6619707345076184631</id><published>2007-08-16T08:35:00.001-07:00</published><updated>2007-08-16T09:38:07.677-07:00</updated><title type='text'>Sem rasuras</title><content type='html'>Não vou rasurar a missiva anterior. Escrevi, publiquei e lá ficará, embora já não represente meus sentimentos mais profundos. Fiapos, instantes, flashes (esse lance de "flash" é meio Amaury Júnior, concordam?). Ar, ar, ar. Nada é palpável por aqui. Reli a epístola e me dei conta de que não passa de panfleto. Reclamei de falta de ironia e eu própria não tive nenhuma. Criança reclamona. Resmungo para preencher silêncios no Cosmos. Adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-6619707345076184631?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/6619707345076184631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=6619707345076184631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/6619707345076184631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/6619707345076184631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/sem-rasuras.html' title='Sem rasuras'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-610593777753829050</id><published>2007-08-16T08:18:00.000-07:00</published><updated>2007-08-16T08:30:43.808-07:00</updated><title type='text'>Adjetivos de impacto emocional</title><content type='html'>Imbecis, idiotas, inúteis, medíocres, pulhas. Nenhuma sofisticação, nenhuma ironia. Vivemos na ditadura da mediania. O diálogo é impossível. Mentes estreitas, sensibilidade pasteurizada, piadas da praça-é-nossa, gargalhas estridentes. A alegria de viver. Uns merdas. Estou sem paciência. E leio &lt;em&gt;Angústia&lt;/em&gt;, de Graciliano Ramos. Ótimo representante da literatura raivosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-610593777753829050?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/610593777753829050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=610593777753829050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/610593777753829050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/610593777753829050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/adjetivos-de-impacto-emocional.html' title='Adjetivos de impacto emocional'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-597084360835324012</id><published>2007-08-16T05:45:00.000-07:00</published><updated>2007-08-16T06:55:49.894-07:00</updated><title type='text'>Mitologia grega</title><content type='html'>Caros conterrâneos,&lt;br /&gt;escrevo para avisar que virei mineral. Eu era gêmeos, com ascendente em aquário, lua em libra. Trocando em miúdos (?), eu não passava de ar, ar, ar: puro vácuo. Atravessava paredes, não pagava metrô porque driblava as catracas eletrônicas, o peso do meu corpo era incapaz de alterar o volume da piscina, flanava pela multidão e ninguém se dava conta da minha presença. Vejam bem que no meu nome (seja qual for) há três vezes a letra A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas conheci a Tijuca e mineralizei-me. Apeguei-me ao chão. Não sei o que estou dizendo, mas é basicamente essa a mensagem que tenho para transmitir a vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços rochosos,&lt;br /&gt;Luciana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-597084360835324012?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/597084360835324012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=597084360835324012' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/597084360835324012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/597084360835324012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/mitologia-grega.html' title='Mitologia grega'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-2323754580758236178</id><published>2007-08-14T11:02:00.000-07:00</published><updated>2007-08-14T12:29:50.014-07:00</updated><title type='text'>O que fazer com as mãos?</title><content type='html'>Trinta minutos de convívio informal com o pessoal da repartição. Aniversário de uma colega. Vaquinha para comprar sanduíches, bolo de chocolate e refrigerantes. Sorrisos, papos de elevador, piadinhas de feição dominical: os outros, o mundo. Quanta leveza! Sou incapaz de entrar numa roda. Como sanduíche, tomo refrigerante, espero o bolo. Entre o salgado e o doce, o constrangimento de não ter o que fazer. Sentada, destruo o guardanapo, cruzo as pernas várias vezes, ajeito o cabelo, bebo o refrigerante em ritmo de conta-gotas, mordo a beirada do copo de plástico, olho minhas unhas vermelhas, olho os outros. Os outros me olham. Um grupo se forma e me aponta: "Ela é tímida, né?" Um evento insignificante é, para mim, um esforço descomunal, sobre-humano. Homens conversam sobre futebol. Querem formar um time da repartição. Uma servidora comenta com todo mundo que ontem teve um "piriri brabo". Ela é espaçosa e espontânea. O estagiário contratado há uma semana gesticula sem cerimônia. A nova secretária senta no colo da copeira. Um clima familiar, amistoso, ameno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o bolo, volto para a sala sorrateiramente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-2323754580758236178?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/2323754580758236178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=2323754580758236178' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/2323754580758236178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/2323754580758236178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/o-que-fazer-com-as-mos.html' title='O que fazer com as mãos?'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-3046614915513286848</id><published>2007-08-14T05:58:00.000-07:00</published><updated>2007-08-14T06:25:24.881-07:00</updated><title type='text'>Tijuca onírica</title><content type='html'>Outro dia sonhei com a Tijuca. Meninas da minha escola peregrinavam em direção ao shopping, todas vestidas de noiva. No caminho, se abraçavam, se ajoelhavam, tiravam os sapatos e mergulhavam numa poça de água suja no asfalto em brasa da avenida Maracanã. Bênção informal do casamento. Algo como fazer oferendas a Iemanjá ou pular sete ondinhas no ano-novo. Promessas. O casamento coletivo foi no shopping. Lembro que no sonho eu usei a palavra "balzaquiana", mas não sei em referência a quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, Stephen, no sábado passei pelo famigerado Rico´s Lanches. Fica na também famigerada General Rocca, né? Continuarei escrevendo Rocca com dois cês. É muito aristocrático e está à altura da grandeza do bairro. Remete às caravanas de imigrantes italianos que aportaram no rio Maracanã no início do século passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, não pude provar as iguarias de seu restaurante predileto, Stephen, porque motivos mais urgentes me levavam à Tijuca. Ontem, por sinal, eu também estive no bairro. Ao sair do metrô, cruzei a praça Saenz Peña. Velhinhos jogavam xadrez, mendigos arrastavam os pés e resmungavam, e um sujeito de cabelo molhado fotografava sua noiva ao lado do chafariz. Ela fazia poses e dava orientações de enquadramento. Seria ela uma das noivas do casamento coletivo do Shopping Tijuca?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-3046614915513286848?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/3046614915513286848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=3046614915513286848' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/3046614915513286848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/3046614915513286848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/tijuca-onrica.html' title='Tijuca onírica'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-5433868735986691869</id><published>2007-08-14T05:15:00.000-07:00</published><updated>2007-08-14T05:57:49.691-07:00</updated><title type='text'>Ata</title><content type='html'>Escrevo por inércia. A repartição está quieta. Ninguém trabalha. Todos se ocupam com seus universos particulares que cabem na tela do computador. Meu mundo também cabe. Às vezes, um dos funcionários quebra o silêncio e pergunta se os outros aceitam café. Daqui a pouco, uma mulher soltará uma gargalhada. Não falei? Ela riu. Os outros se sentem impelidos a rir também, mesmo sem saber o motivo da graça. Todos rimos, para mostrar solidariedade. Um sorriso que solta ar pelo nariz. Uma forma de dizer que estamos aqui. A mulher da gargalhada resolve quebrar o silêncio de novo. Acaba de dizer que precisa se alongar porque a cadeira é desconfortável. Nova gargalhada. A mulher se espreguiça e suspira. Puxa assunto. Agora, nós três conversamos sobre amenidades da repartição. O marasmo do centro da cidade. Mas nem sempre é assim. Na semana passada, o prédio pegou fogo, saiu na tevê, nos jornais. Todo mundo se empurrou nas escadas. A mulher de São Gonçalo recolheu tudo antes de descer: retratos do filho e do cachorro colados na parede de gesso. Segurou a mão de um colega argentino de nome aristocrático e, lá embaixo, já a salvo do incêndio, tomou uma água no Bob's. O clima às vezes é tenso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-5433868735986691869?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/5433868735986691869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=5433868735986691869' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/5433868735986691869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/5433868735986691869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/ata.html' title='Ata'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-2710447073687679555</id><published>2007-08-13T22:06:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T22:11:37.755-07:00</updated><title type='text'>Palavras de outra persona</title><content type='html'>"— Analisar instante por instante, perceber o núcleo de cada coisa feita de tempo ou de espaço. Possuir cada momento, ligar a consciência a eles, como pequenos filamentos quase imperceptíveis mas fortes. É a vida? Mesmo assim ela me escaparia. Outro modo de captá-la seria viver. Mas o sonho é mais completo que a realidade, esta me afoga na inconsciência. O que me importa afinal: viver ou saber que se está vivendo? — Palavras muito puras, gotas de cristal. Sinto a forma brilhante e úmida debatendo-se dentro de mim. Mas onde está o que quero dizer, onde está o que devo dizer? Inspirai-me, eu tenho quase tudo; eu tenho o contorno à espera da essência; é isso? — O que deve fazer alguém que não sabe o que fazer de si? Utilizar-se como corpo e alma em proveito do corpo e da alma? Ou transformar sua força em força alheia? Ou esperar que de si mesma nasça, como conseqüência, a solução? Nada posso dizer ainda dentro da forma. Tudo o que possuo está muito fundo dentro de mim. Um dia, depois de falar enfim, ainda terei do que viver? Ou tudo o que eu falasse estaria aquém e além da vida? — Tudo o que é forma de vida procuro afastar. Tento isolar-me para encontrar a vida em si mesma. No entanto apoiei-me demais no jogo que distrai e consola e quando dele me afasto, encontro-me bruscamente sem amparo. No momento em que fecho a porta atrás de mim, instantaneamente me desprendo das coisas. Tudo o que foi distancia-se de mim, mergulhando surdamente nas minhas águas longínquas. Ouço-a, a queda."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-2710447073687679555?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/2710447073687679555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=2710447073687679555' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/2710447073687679555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/2710447073687679555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/palavras-de-outra-persona.html' title='Palavras de outra persona'/><author><name>Persona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00728556183767361398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-6897513458538523798</id><published>2007-08-10T10:55:00.000-07:00</published><updated>2007-08-11T08:33:50.233-07:00</updated><title type='text'>Mal-entendido</title><content type='html'>Caríssimos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde sei, &lt;em&gt;persona&lt;/em&gt; não tem sexo. Portanto, permitam-me continuar na minha indefinição sexual (ou identidade pseudo-secreta). Afinal, quem lhes disse se sou homem ou mulher? Não foi o meu texto. Stephen, por exemplo, nunca me (ou)viu. A propósito, ver ou ouvir não garantem nada. Já a Luciana não é lá muito certa da cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana: já desfiz a sociedade faz tempo, não lembra? Sei que está ocupada com a Tijuca e a fazenda que herdou de seu tio-avô, mas não é motivo para se esquecer de minha saída sorrateira (esqueceu o golpe?). Só falta dizer que a herança agora é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen: já lhe disse que seu nome me pede um ele? Stelphen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sintam-se admoestados.) :-P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-6897513458538523798?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/6897513458538523798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=6897513458538523798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/6897513458538523798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/6897513458538523798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/mal-entendido.html' title='Mal-entendido'/><author><name>Persona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00728556183767361398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-5119014596487046426</id><published>2007-08-10T05:18:00.000-07:00</published><updated>2007-08-10T06:51:34.763-07:00</updated><title type='text'>Nossa Tijuca</title><content type='html'>Em primeiro lugar, cara Persona, gostaria de lembrar que você também é sócia da loja de colchões da Voluntários da Pátria. Não é porque o negócio não está dando lucro que você vai fingir que não é contigo. Aproveito para anunciar que em breve pretendo desfazer a sociedade e repassar o ponto. É que ganhei uma herança de um tio-avô do Rio Grande do Sul e não preciso mais me agarrar a pequenos empreendimentos como esse. No lugar da loja de colchões, abrirei uma Casa da Banha na General Rocca, para atender o pessoal do morro do Salgueiro. Admitam: estou craque no mapa da Tijuca. Em poucas visitas (sobrevivi a todas, mesmo sendo aos sábados), conheci não apenas as artérias do bairro, mas também seus meandros, suas pequenas veias, seus becos e ruelas. Conheci o lado B da Tijuca: se é que existe um lado A. Almocei restos de um bufê a quilo da São Francisco Xavier numa tarde chuvosa, comprei Doritos num posto Ipiranga da avenida Maracanã, olhei vitrines na Tijuca (!), observei fachadas, conversei com porteiros. Meus caros, é possível, sim, flanar pela Tijuca! Pouco a pouco, como deixei claro na última missiva, vou incorporando o espírito do bairro. E minha alma sugestionável já está se deixando contaminar pela cultura local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se vocês sabem, mas tenho raízes na Tijuca. Meus avós moram no Largo da Segunda-feira (nome misterioso) e meus tios também. Ouso dizer, inclusive, que minha família vicejou no bairro (aprendi o verbo "vicejar" recentemente e fiquei com vontade de usá-lo). Algumas amigas de colégio passaram a infância e a adolescência lá. E são pessoas felizes, bem nutridas e instruídas. Com seu folclore, sua tradição, seus rituais, suas danças e comidas típicas, o povo tijucano é muito feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-5119014596487046426?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/5119014596487046426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=5119014596487046426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/5119014596487046426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/5119014596487046426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/nossa-tijuca.html' title='Nossa Tijuca'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-658020891988192596</id><published>2007-08-10T04:41:00.000-07:00</published><updated>2007-08-10T06:21:26.091-07:00</updated><title type='text'>Sobre metáforas e casamentos</title><content type='html'>Stephen Kempelson (é assim que se escreve?),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desde que me convenci de que viraria tijucana, passei a desconfiar das metáforas, ou simplesmente perdi a capacidade de decifrá-las. De modo que seu texto sobre casamento me pareceu obscuro. Só entendi o primeiro parágrafo; o restante é pura metáfora. E metáforas envolvendo o atletismo! O que você quer de mim, Stephen? Tijucana e sedentária, eu captei apenas os significantes do seu texto. Uéslei (grande Uéslei!) diria que eu me ative à materialidade das palavras. Talvez; chame como quiser. O problema é que o sentido me escapou: corrida, revezamento, canela, panturrilha, salto com vara, enfim... um rico repertório de símbolos esportivos completamente estranhos ao meu entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, não pedirei que você decifre o que escreveu. Sei muito bem o que você quer dizer. Conheço suas verdades. Outro dia, você vomitou verdades sobre os casamentos. Fez previsões tenebrosas sobre meu futuro como mulher casada e tijucana. Enfim, você, sem perceber e sem querer, se mostrou um moralista de primeira. Moralista não é apenas aquele que defende a ordem, que milita pela família, pelo casamento, pelo trabalho etc., mas também quem defende o contrário. Acho que a simples defesa de um modo de vida é uma forma de moralismo. Você tem sua moral, suas verdades. Você está desencantado com o casamento e acha que a salvação é não se casar. Essa é sua moral. Mas eu lanço a pergunta amoral: existe salvação em algum lugar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ao escrever a palavra "amoral", vejo que está embutido nela o "amor". Amoral poderia ser o adjetivo de amor, assim como patriarcal é o adjetivo de patriarca. Uma relação amoral seria, então, sinônimo de uma relação amorosa? Será o amor necessariamente amoral? Ou qualquer coisa que seja "necessariamente" algo já é, de alguma forma, moral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou consultar o pessoal da repartição. Ah, está tudo tão calmo nesta azulada sexta-feira! Muitas epístolas ainda hão de vir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-658020891988192596?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/658020891988192596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=658020891988192596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/658020891988192596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/658020891988192596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/sobre-metforas-e-casamentos.html' title='Sobre metáforas e casamentos'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-1421779719727782990</id><published>2007-08-09T17:13:00.000-07:00</published><updated>2010-03-12T12:03:11.761-08:00</updated><title type='text'>Prenunciando o futuro...</title><content type='html'>...de Luciana Gonzaga de Sá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda a Tijuca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço-lhe as boas-vindas, Stephen. Quando criança, tinha dificuldade para perceber a diferença entre “fútil” e “sutil”. Para mim, essas palavras eram sinônimas. Quanto a “admoestado”, até hoje não consigo lê-lo ou ouvi-lo sem o sentido de “repreendido”; é uma palavra forte. Mesmo sabendo que a Luciana não o repreendeu, foi assim que o li.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos à Tijuca. Quem tem uma loja de colchões na Voluntários da Pátria não vai sentir tanta dificuldade. Na Tijuca, há várias lojas de colchão, seja na rua, seja no shopping. Creio que Luciana Gonzaga se sentirá em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ausência de boas livrarias é compensada pela presença de sebos improvisados no meio da rua. O mais famoso fica ao lado da Igreja Universal, na famosa Rua das Flores, se não me falha a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No shopping, há três livrarias: 1) Saraiva, 2) Siciliano e 3) Sodiler (coincidentemente, por ordem alfabética e de andar). Fora do shopping, há a Eldorado. Fica na galeria da Casa &amp;amp; Vídeo, um pouco depois da Leader Magazine. O subsolo dessa livraria guarda algumas raridades. Em 2000, consegui os dois volumes de &lt;em&gt;Formação da literatura brasileira&lt;/em&gt; por R$ 50,00. Tamanha ingenuidade (ou pobreza) me levou a pegar apenas um deles. Na hora de pagar, fui advertida de que havia “esquecido” o segundo volume. A livraria não é aconchegante nem confortável, mas contém preciosidades e vendedores muito bons. A troca de livros, então, é perfeita: sem qualquer burocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, Luciana poderá se lambuzar de chocolates (se o fará de forma inocente ou não é outra história). Na Zona Norte, só há Kopenhagen em dois lugares: Shopping Tijuca e Norte Shopping. Sinta-se privilegiada, Luciana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estiver com mais dinheiro, poderá trocar o Rei do Mate pela Casa do Pão de Queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tijuca não se resume ao shopping. Há muitos lugares a serem descobertos. Só tome cuidado com as “surpresas indesejadas”. Stephen falou de assalto às duas da tarde; já fui assaltada às seis na calçada de uma igreja. Em qualquer lugar, todo o cuidado é pouco. Na Tijuca, redobre-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que há muitos restaurantes de comida japonesa. Até hoje não os descobri por preguiça e medo. Só poderia perscrutá-los em algum sábado à noite, mas não vou à Tijuca aos sábados, ou melhor, não à noite. O risco já é grande quando sabemos aonde queremos chegar; quando não sabemos, é pior ainda (em se tratando da Tijuca).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana, não se assuste nem se aflija. Logo, logo você estará descobrindo e compartilhando as delícias de ser tijucana conosco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-1421779719727782990?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/1421779719727782990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=1421779719727782990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/1421779719727782990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/1421779719727782990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/prenunciando-o-futuro.html' title='Prenunciando o futuro...'/><author><name>Persona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00728556183767361398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-8682075840888579605</id><published>2007-08-09T13:03:00.000-07:00</published><updated>2007-08-09T13:07:10.994-07:00</updated><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>Cara Luciana,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua missiva acabou precipitando minha entrada. Confesso que a de Stephen surtiu o mesmo efeito. Digamos que a sua me tenha dito “chegou a sua vez”; a de Stephen, “entra logo”. Agora pareceu que Stephen é mais agressivo que Luciana. Entendam que a agressividade está em mim, não em vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicando melhor: quando li “morar na Tijuca não é tão ruim assim”, pensei: mas essa fala é minha! Digo, foi exatamente a primeira frase que me veio à cabeça quando terminei de ler sua missiva, Luciana. Pensei em escrever-lhe imediatamente, mas me contive (sem qualquer esforço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que prefere “epístola” a “missiva”. Eu, na verdade, prefiro “correspondência”. Ou “carta” simplesmente. Epístola me remete a uma mesa esquecida e empoeirada, me soa arcaico demais; missiva, pedante. Se é assim, por que a usei ao começar esta carta? Ora, ora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-8682075840888579605?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/8682075840888579605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=8682075840888579605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/8682075840888579605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/8682075840888579605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/sem-ttulo.html' title='Sem título'/><author><name>Persona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00728556183767361398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4275579884052381766.post-2858591707541615828</id><published>2007-08-09T04:58:00.000-07:00</published><updated>2007-08-09T05:12:04.541-07:00</updated><title type='text'>Carta aberta a Stephen</title><content type='html'>Oi, Stephen. Bom dia.&lt;br /&gt;Adoraria escrever no blogue, mas corro o risco de perder a espontaneidade que sempre demonstrei nos e-mails. Minha escrita, agora eu percebo, precisa ser explicitamente endereçada a alguém. Uso vocativos e pronomes de tratamento. Sou carente demais para escrever em terceira pessoa e sem um interlocutor evidente. Leitores implíticos não são suficientes para mim. Sinal de imaturidade estilística? Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro cartas, epístolas. Ah, que linda palavra: epístola! O epistolário de Luciana Gonzaga de Sá. Será que epístola tem algo a ver com pistola? A carta dispara algo que não sabemos? A carta faz estragos? Já "missiva", outro sinônimo, é um termo que não me agrada. Meio burocrático, não? Acho que só advogados e servidores públicos escrevem missivas. Se bem que eu trabalho numa repartição. E morarei na Tijuca. E freqüentarei a Leader Magazine. Comerei na praça de alimentação do Shopping Tijuca; farei fila no Rei do Mate: "me vê um copão de pão de queijo e um suco de tangerina". Será que passarei a escrever missivas em vez de cartas ou epístolas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4275579884052381766-2858591707541615828?l=mal-estar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mal-estar.blogspot.com/feeds/2858591707541615828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4275579884052381766&amp;postID=2858591707541615828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/2858591707541615828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4275579884052381766/posts/default/2858591707541615828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mal-estar.blogspot.com/2007/08/carta-aberta-stephen.html' title='Carta aberta a Stephen'/><author><name>Dina Zagreb</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06366414957059597573</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
